25/05/2014

Era eu naquele templo

Vazio.
Vazio.
Infinito.
Vazio.

Perdi a paixão pela vida, perdi a paixão por me apaixonar. E pelo jeito, perdi também a única coisa que eu mantinha acesa em mim, essa vontade de nunca deixar de sonhar, essa vontade de nunca deixar de ir atrás, nem que seja por um segundo, por um momento... por um único suspiro. Da paixão, da chama [que esquenta, que consome, que é algo maior... que é algo, apenas. Mas que é algo -AINDA-]
Deixei de sentir o amor, porque tudo se apagou. Em mim só existe essa conformidade que se alastra, que não é quente e não é fria, que segura com firmeza a minha garganta, mas não aperta. Que me sufoca, mas ainda assim me deixa respirar (um bocado e mais um bocado e mais um bocado).


Só o suficiente pra que eu sobreviva. Eu sobrevivo, mas não sou uma sobrevivente.
Eu nem luto.
eu nem...

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