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17/01/2014

Why not always?



Be the ocean where unravel
Be my only, be the water
And I'm wading
You're my river running high
Run deep, run wild

16/12/2013

Shut up, shut up, shut up


I commit the crime of wasting time
Always trying to rhyme
Yes, I am guilty
But don't misunderstand me
I admit defeat, then I move my feet
My history will never be repeated
I won't ever be repeated


24/01/2013

Luta de leões (em um céu cor de safira)

Talvez, e só talvez, seja equivocado pensarmos que todo dia é dia de matar um leão.
Matamos sim, mas matamos um irmão, um igual, um reflexo... um obstáculo, uma raiva contida, um ciúme, uma inveja, um trauma ou tristeza... Todos os dias, matamos nós mesmos. E essa é uma luta entre deuses, meu bem... E tudo ou mais me diz que acima da vitória está a sobrevivência.




Uma selva, fechada, e o ar mais limpo que eu já respirei.
Uma mandíbula se fechando vagarosamente sobre a minha garganta, apertando, segurando, perfurando.
E com o medo mais profundo que eu já tive, eu me rendo.



Eu sou o suficiente?


06/07/2012

Meia-noite

Estranho como eu precisei por tanto tempo de alguém dizendo que me amava
e agora eu precise de alguém dizendo constantemente que não me ama.

28/05/2012

Me parece

...que hoje eu vivo uma outra vida.


Me parece que hoje eu aceito tudo como se sempre me tivesse sido natural dizer sim às pessoas e às coisas.
Perdi o medo. Perdi a vaidade. Perdi o pudor.
Mudei de nome, mudei de corpo, mudei de vida.
Em algum momento perdido me arrancaram a alma, e eu deixei de estar aqui, presente. Mas sabe, eu ainda me encontro em cada esquina, então, eu ainda me espero. Eu me vigio, ainda que de longe.

E depois...
Depois eu me recebo de peito aberto, com um abraço de velho amigo e desejos renovados. Um beijo na testa, um "boa noite" sussurrado e um pouco de loucura e desapego a mais na bagagem.

07/04/2012

It justs sex and violence, melody and silence...



Bittersweet Symphony

'Cause it's a bittersweet symphony, this life
Try to make ends meet
You're a slave to money then you die
I'll take you down the only road I've ever been down
You know the one that takes you to the places
where all the veins meet yeah,

No change, I can change
I can change, I can change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
But I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no

Well I never pray
But tonight I'm on my knees yeah
I need to hear some sounds that recognize the pain in me, yeah
I let the melody shine, let it cleanse my mind, I feel free now
But the airways are clean and there's nobody singing to me now

No change, I can change
I can change, I can change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
And I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no
I can't change
I can't change

'Cause it's a bittersweet symphony, this life
Try to make ends meet
Try to find some money then you die
I'll take you down the only road I've ever been down
You know the one that takes you to the places
where all the things meet yeah

You know I can change, I can change
I can change, I can change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
And I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no

I can't change my mold
no, no, no, no, no,
I can't change
Can't change my body,
no, no, no

It justs sex and violence melody and silence
It justs sex and violence melody and silence
(I'll take you down the only road I've ever been down)
It justs sex and violence melody and silence
(I'll take you down the only road I've ever been down)
Been down
Ever been down
Ever been down
Ever been down
Ever been down
Have you ever been down?
Have you ever been down?
Have you ever been down?

02/04/2012

Eterno looping de alguém na fossa


Doeu. Como sentir a pele do peito rasgando enquanto meu coração se consumia em chamas vis. Derretendo, devagar e dolorosamente, por meses, até que eu assoprei a brasa e ela se extingüiu.
Foi como me atirar de um abismo, como prender a respiração até o limite. Como dar um mergulho em águas profundas e não saber nadar. Tudo escuro e claro ao mesmo tempo. E eu perdi, é claro. Perdi uma parte de mim, perdi uma parte do meu chão, perdi uma parte do meu mundo real.
Hipocrisia falar que continuaremos amigos, isso não existe. Triste pensar que ao perder um namorado, também joguei fora meu melhor amigo, mas suporto resignada uma escolha que eu mesma tracei. A opção foi minha. Resignação é a palavra.

E eu choro. Choro por tudo de ruim que causei a ele nesses últimos quatro anos, choro pelo tempo que esperei uma mudança que nunca veio. Choro porque estou cansada. Lamento porque estou de mal comigo mesma. Bebo de um copo com puro álcool e danço pra expulsar os demônios que me fazem não dormir. Danço num eterno devaneio. Sofro num eterno derreter de dentro pra fora.

Não é arrependimento, ainda é cedo.
Só acho que mereço um pouco de paz, livros e fossa por uns tempos.

01/02/2012

Burn!


É interessante pensar que a imagem que ele tem de mim é de alguém sempre no limiar da loucura. Sentada no chão, abraçando os joelhos e os olhos crepitando de pensamentos confusos, como uma fogueira que teima em não apagar.
Quando ele disse que ia mudar eu sorri resignada e fingi que acreditei. Me levou pra uma volta no ar condicionado do carro, me pagou um Apfelstrudel e disse que se preocupava comigo. De novo eu sorri e aceitei. E ele me deu razão, uma razão que em quatro anos eu lutei pra manter, uma razão que se abria além de mim.

Mas eu errei... E sabe, errei feio.
Eu decidi demais. Assumi coisas demais. Por mim, por nós.

Bobagem minha ficar surpresa com a acomodação que surgiu com tudo isso. (E se essa minha tenacidade acabar?) A verdade é que eu desisti. Desisti de pensar que eu mudaria alguma coisa de verdade, desisti de tentar, acabei por me dar conta que o caminho da ajuda tem duas vias e que uma viagem dessas, sabe... Não se faz sozinha.

30/01/2012

Mi piace


Um café deliciosamente açucarado e uma torta de chocolate saboreada pedaço por pedaço. Luz indireta e o abençoado ar condicionado zunindo incoerente ao fundo. Talvez eu esqueça que estou encravada no meio do asfalto numa cidade que só cresce.
Vou botar minha melhor roupa de despreocupada, pentear os cabelos como se não desse bola, me maquiar com água corrente. E vou deixar o relógio em casa, junto com todas as coisas ruins da semana, logo ao lado da pilha de coisas que eu tenho que lidar em mim mesma todos os dias.

E uma compania inesperada, talvez, pra me lembrar da vida que eu vivia antes. Pra me afundar em coisas que eu não sabia, pra fazer secar as lágrimas que guardo no fundo da alma, pra completar o último passo dessa dança cuja música eu já sei de trás pra frente.

26/12/2011

The lovers

Eu conheci um garoto há anos atrás, que tinha uma cicatriz enorme na costela de maneira que a linha na forma de meia lua com as pontas pra cima, fazia uma meia volta no corpo dele. Ele tinha uma mania estranhíssima de manter o braço esquerdo sempre junto ao corpo, como uma costela extra a proteger o peito.
Descobri algum tempo depois que ele havia nascido com algum problema no coração e que a cicatriz tinha crescido com ele. Mais do que um coração frágil, no entanto, ele também era dono de uma alma frágil. E sensivel.
E eu me apaixonei pelos olhos claros e brilhantes de lágrimas dele, e pelos fios de cabelo macio que ele tinha. E pela cicatriz. Sim, eu me apaixonei pela linha rosa-claro no corpo dele, mas ele nunca tocara no assunto. E eu nunca tocara a cicatriz.
Em um dia qualquer do nosso relacionamento em que a luz do sol estava especialmente alaranjada, enquanto tomávamos banho sentados debaixo do chuveiro como duas crianças contanto histórias inocentes, ele me contou que nunca deixara ninguém tocá-la. Ele não confiara em ninguém.
No entanto, no dia em que ele me disse que me amava, ele me pediu um beijo. Estávamos deitados preguiçosamente no sofá, o dia era quente e a televisão estava passando um filme qualquer. Ele estava especialmente sensível naquele dia e conseguia ficar me olhando por horas se eu deixasse. Eu o olhei nos olhos, beijei seus lábios, seu pescoço, o ombro e então beijei a linha da costela. Afinal, então, ele confiava em mim. E repetiu que me amava enquanto eu beijava continuamente o espaço entre as costelas que ele mesmo evitava encostar. Ele me amava muito.

Mas eu não o amava. Acho que talvez nunca o tenha amado.

Dois dias depois eu o deixei. Nunca poderia amá-lo como ele gostaria e isso me matava aos poucos. Eu o queria bem, e isso era tudo.
O corte dilacerante que eu fiz no meu próprio peito por não poder amá-lo tanto quanto eu gostaria jamais superaria a cicatriz dele, mas ainda assim doeria pra sempre como se aquele coração frágil, afinal, fosse o meu.

03/12/2011

 
"And I never wanted anything from you
Except everything you had and what was left after that too, oh
Happiness hit her like a bullet in the back
Struck from a great height by someone who should know better than that"

23/07/2010

Sturm und Trübe




(...)

You trick your lovers that you're wicked and devine
You may be a sinner
But your innocence is mine
 
(...)

19/06/2010

Cinza-céu (ou "Aqui Sempre Chove")


Ao voltar para a casa em que estou hospedada, após pouco mais de 10 dias em uma viagem que me fez ver o mundo de uma forma mais real, descubro que todas as fotos que estavam na minha maquina fotografica foram permanentemente apagadas.
Meu primeiro impulso foi o de escorar o rosto nas mãos e chorar como uma criança. Louvre, Chateau de Versailles, a foto que eu tanto queria ao lado da estátua de Psique e Cupido, a foto ao lado da Mona Lisa, a foto do alto da Torre Eiffel. Moulin Rouge, Dom de Colonia, Champs Elisée, Museu do Vaticano, Arco do Triunfo, Coliseu, Foro Romano, Palatino, Capitolino, Boca da Verdade, Capela Sistina, e as fotos bobas das flores de Wuppertal e dos vitrais daquela capela pequena no meio da cidade. Tudo apagado.

Chorei por menos tempo que o normal. Ou pelo menos, menos tempo que eu estaria acostumada.

Durante uma tentativa de consolo, me disseram "ainda temos as que nós tiramos" e eu pensei "mas elas não tem a minha alma". Mas não chorei mais, e não lamentei por muito mais tempo; apenas agradeci e fui desfazer minhas malas. O mais importante dessa viagem (eu espero), está gravado em mim...

...e pensar assim me faz ver que já mudei mais do que esperava.

23/05/2010

Preto, branco e Escalas de Cinza

 
Eu que vim desse mesmo infinito que corre atrás de mim, ofegante, que me arrebata, me consome, me engole sem cerimônia, sem sentido, sem ar.
E meu desejo é apagar essa tentativa de beleza, pintá-la de tinta fresca como a minha carne, viva, inimiga. E me deixar cair nesse abismo mudo, talvez ser absorvida.
Aqui, desse lado da porta fechada, apagar-me, esvair-me, desvanecer-te, enfim.

Nesse mundo, nessa hora-zero o que eu preciso
está ali, ao alcance de um pulo no abismo.
Infinita.

28/04/2010

Vermelho intenso


Há nesses gestos, nesse movimentar de mãos,
nessa cova rasa do teu rosto
aquilo que admiro de forma tímida,
mas que evito esconder.
Gosto disso, desse teu cheiro de pele índia,
do teu cabelo desalinhado, do teu carinho contido,
da tua irritabilidade passeando
no tênue limiar da tuas mãos
me puxando pelo braço pra irmos embora.

Mas detesto tua complacência, teu olhar de desprezo,
tua rudeza que desperta às vezes, falsa, passageira.
E essa tua feminilidade anos 20
vinda dessa tua submissão observada,
essa tua inteligência escondida,
essa subliminaridade, subversividade, droga mal feita,
efeito mal projetado, gracejo-hiprocrisia,
falsa tolerância, engraçado e grotesco,
como outras coisas mais que existem aí dentro.

Talvez eu te dê um chá de sumiço,
Talvez um chá de cadeira, talvez um de cogumelos.
Talvez eu corra atrás do teu caminhão de sorvete,
três dias e 2 continentes atrasada...



Mas então... não vai fazer mais diferença.

22/04/2010

Amarelo-Ouro

Estávamos sentados na calçada, jogando conversa fora no silêncio de uma madrugada de semana. E eu estava ali, olhando praquele risco amarelo-ouro de fora a fora do céu de mais um dia que nascia.
- Há de ainda existirem mulheres que se apaixonem apenas pelas belas palavras? - Ele também olhava o risco de sol.
- Sim, e haverão de se apaixonar também pelos cenários e pelas provocações. Ou os poetas estariam lascados, sequer existiriam. E nem morreriam como morrem: sozinhos e muito novos, torpes nos amores que viveram, se desfizeram e foram embora. E nem morreriam assim, sentados na calçada divagando sobre as mulheres que perderam, nos amores carnais que desfrutaram, nas paixões de puta, de bebida, cigarro e loucura, não lembrariam-se da embriaguez dos sentidos, desse estado febril de paixão desenfreada pela vida, dessa filosofia herege de seguir os instintos, sozinhos. Então há sim de haver mulheres para esses homens ou então não haveriam poesias nem poetas.
(...)
- Ainda acha que se apaixona fácil demais pelas pessoas?
- Não, só achei apropriado divagar sobre isso. - E fui embora antes que também morresse ali, na calçada: Porque parte de mim é mulher e parte de mim é criança. Porque parte de mim chora poeta-puro e parte de mim não acredita em poesia.



E isso é tudo o que eu tenho.

19/04/2010

Azul Turquesa


- Tenho muitas coisas escritas aqui sobre você; - Eu não desvio os olhos do computador.
- Alguma é mentira? - Ele também não me olha.
- Não, aqui não costumo mentir, sobre nada, nem sobre mim.
- Por que?
- Porque isso é minha bolha de ar, meu lugar seguro, meu oxigênio, minha caverna sem portas.
- E porque tá me contando isso? - Ele me encara, sério.
- Não sei, nunca sei de nada. Gosta daqui?
- Não. - Ele suspira forte - É verdade demais, eu não precisava saber de tudo isso.
- Por que? Tem medo de algo?
- Não, não tenho medo, só acho que as pessoas não deviam se expor tanto. - Pega o casaco da cadeira e a mochila;

Ele vai embora, fechando a porta em um estrépido. E eu continuo escrevendo, talvez sobre sua ausência ou sobre a atenção que creio ele não dar às verdades que vem de mim.

19/01/2010

A-temporal

Da tua boca macia, quero só o toque;
Do ontem, quero só a lembrança.
Do hoje, quero só a intensidade;
Porque do amanhã, só quero o acordar.

Do verso, não quero rima.
Da briga, não quero o ódio;
Das lágrimas não quero a tristeza;
Porque tudo o que vai, tem que voltar.

Do café amargo, quero só o cheiro.
Dos olhos verdes, quero só a chama.
De ti, acho que só o silencio,
Porque não tenho nada pra te dar.


"Não tema o que você está prestes a sofrer.
Contemplar o demônio é se jogar dentro de uma prisão."

28/12/2007

Vermelho

Acenda as velas do seu quarto, reze aos seus deuses pela sua alma perdida e pela minha que se perdeu. Quantas vezes eu te disse o tamanho do meu doce amor?
Saia pela rua, devastada por tudo de ruim que há em nós, e ande por aí, perdida.
Sinta a maresia da manhã, o orvalho que a tudo purifica, o ronronar do mar distante. Olhe através do horizonte, até onde enxerga?

Dos olhos além de mim, há apenas um vento litorâneo, suave e sempre presente. Em mim e em tantos outros, sempre o mesmo gosto, o mesmo sabor, a mesma alma. Festejaram por mim e dançaram por mim, e o que restou agora? Apenas uma outra alma enjoada do balanço do mar.
Histórias. Sorrisos. Há sim, alguém tão perfeita.
E amanhã, depois que a chuva e a neve passarem, vou à caça. À caça de uma nova sensação, de uma nova manhã, de um novo oceano, com um novo sabor, com um novo mistério.
E através da escuridão dos lugares sombrios da cidade, veja-me. Eu sou aquela que passa despercebida na multidão. Aquela, a de máscara, aquela que mente. "Você ainda me ama? Você um dia me amou?"

Eu sou aquela que tem sua alma do avesso, aquela que sente dor em saber que as borboletas do outro lado do mundo morrem quando batemos palmas.

Hoje, quando for dormir, pense em mim. Eu não sou uma criança. Eu não sou ingênua. Você não é tudo isso, nem eu. Eu não sou divertida, eu não sou racional, você não é perfeita, e eu sinto muito, muito medo disso tudo.
Pequenas verdade, que ultrapassam qualquer mentira que eu disser ou pensar em dizer.

Essa noite, tranque as portas, feche as janelas, esconda as chaves. Acenda o que de ti há em todas e em mim também. Durma suave ao meu lado. O dia da caçada está perto.




"Dos fantasmas dos meus sonhos,
você é o último que dá adeus."


























Que cor você está vendo agora?