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01/09/2015

Too many questions

I remember when you looked me into the eyes and said what I wanted to hear. I remember when you called my eyes, winter eyes. I smiled, because I couldn't understand. And I smile now, because now I understand what I am, and what my eyes are for those who stare at them.
It's funny to think about my past, to think about what I've become, to think about all this previous conversations and understand that this is why I can't run away anymore.
I'll never forget how blushed I was when I first thought about all this silly love songs. And I'll never forget all the regrets. I'll never forget the time when I was fully able to run away. And I smiled. And I decided to stay.
And now, here I am, trying to forget everything that made me think I was unworthy, but I keep failing. Why do I keep failing?


16/08/2015

Time to prune

Notar minha pele aquecendo vagarosamente até ser tomada por chamas e sentir minha nuca se arrepiar em ondas ritmadas. Dançar no que parece ser uma eterna melodia de pequenos significados. Jogar, jogar, jogar, jogar e jogar no papel de tola, e, mesmo sabendo o meu lugar, aceitar o fluxo infinito de troca de olhares que me levam... aonde?
Ouvir no fundo da minha mente um despertar, sutil, lento. Um tremor que estende sua mão macia e densa e roça seus dedos pela minha espinha acima... 



Pra apertar forte o meu pescoço e me despertar da ilusão de ser desejada.

ISSO NÃO É UM JOGO.
ESSE NÃO É TEU LUGAR.
ESSA SENSAÇÃO NÃO É REAL.





W A K E U P


12/02/2015

Oh, you know it is frightening

Transformar-me de dentro pra fora: vomitar minhas víceras, me tornar fraca pra me tornar forte. Respirar fundo e entender que as coisas só acontecem quando devem acontecer.
E que não há força mental que altere o tempo e a maneira em que ele deve existir.
E eu posso contruir castelos de cartas, viajar a outros lugares, tomar minhas coisas e amarrá-las às minhas costas pronta pra ir embora... e nada pode acontecer.


E ta tudo bem (?)


21/01/2015

Isso é sobre o espaço e sobre os relacionamentos...

...(e tudo aquilo que eu desperdicei).

Faz tempo que eu quero escrever sobre espaço. Sobre a necessidade dele. Sobre o espaço que as pessoas precisam ter, sobre a espessura do ar que é necessário para que uma presença não esteja lhe invadindo mais do que o mínimo para se sentir incomodado.
O espaço é necessário.
O ar é necessário.

Também é necessário entender que na verdade esse ar que eu respiro com gosto de solidão é só uma desculpa pra pensar que isso [a solidão] acontece porque eu quero.






...e muito embora eu saiba que todo mundo no final morre sozinho, parece que eu nunca vou saber o que fazer com todo esse espaço.

25/12/2014

Um retorno - sobre o eterno retorno

Eu gostaria de falar sobre despedidas. E sobre as coisas que a gente andou perdendo no caminho. Sobre as palavras que trancam. Sobre o que eu nunca sei como dizer, quando dizer nem onde dizer (ou mesmo pra quem). Sobre eu sempre ter essa grande dúvida na minha cabeça.
Pra mim é mesmo como sentir uma linha muito nítida sobre o "deixar ir" e sobre o tomar as rédeas e determinar os passos dessa dança. Sobre o esperar ou sobre o guiar.
E eu recuo quando deveria avançar e avanço quando deveria recuar. Como a criança que eu sempre fui por dentro, errada nos passos, desalinhada na canção, desafinada, fora do compasso. E especificamente pra isso parece que desço uma ladeira, meio empurrada, meio jogada, meio escorregando, totalmente sem controle... A única parte da minha vida que EU NÃO FAÇO IDEIA DE COMO AGIR.

a única parte da minha vida em que
eu estou mesmo sozinha

não há o que fazer. Não há espaço, não existe possibilidade de saber como agir. Eu me perco. Eu perco. O passo e as palavras, perco o fôlego, perco a deixa da minha fala e o momento se vai (ele sempre se vai), Pra tudo. Penso que nada é tão forte que não possa se repetir, mas não se repete e eu fujo, saio correndo derrotada pensando o quão burra eu posso ser em deixar que isso aconteça comigo. Meu deus, quase trinta.

é estúpido, não é?
ter a sensação que eu não sou eu mesma, sentir uma parte de mim descolar do peito e ir embora, como se houvesse algo muito errado na maneira como eu respiro, como se uma parte de mim fosse levada, como se uma mão me roubasse de mim mesma, assim, sem pedir permissão. Mas é isso que acontece, me deixando vazia e dolorida. A parte interessante é que eu sei que não há cura. NÃO HÁ CURA PORQUE NÃO HÁ DOENÇA.




Todos nós vamos morrer sozinhos.

01/12/2014

El sonido del silencio

Entender que a vida não funciona com certezas.
E que nada nem ninguém pode ocupar um lugar já ocupado no coração de quem quer que seja.


Existem limites, para que meu coração se estenda tanto a ponto....





a ponto...



de virar...


de virar o que?

[o resto do que havia de mim: uma pilha de ossos, uma montanha de cascalho solto sob os pés, um sol pra aquecer minhas costas cansadas, a dor da água da cachoeira batendo no meu rosto, gelada, infinita, ensurdecedora...



doce como costumava ser quando eu fechava os olhos]


23/11/2014

Pira funerária

é como se tudo fosse assim, um ciclo eterno controlado unicamente pelo tempo
tempo esse que ri de mim e passa, tal como criança que brinca nos cabelos da mãe
me faz carinho, coloca a mão sobre meus olhos, dorme aconchegada no meu peito

MAS EU ENVELHEÇO
EU ME DESFAÇO EM PEQUENOS PEDAÇOS
EU DEIXO VONTADES PARA TRÁS



E morro aos poucos
Todos os dias [sem renascer no dia seguinte]



17/08/2014

All over again



Como seria de se esperar, acabou. E eu digo "esperar" porque bom, há de se dizer, eu sabia que iria acontecer.
O que me tira o sono é pensar se isso aconteceu porque eu sabia que aconteceria ou se eu só estava tentando me conceder um pouco de conforto ao tirar o elemento surpresa de todas as possibilidades negativas que poderiam ocorrer nesse mundo hipotético.

Fadado ao fracasso. Não meu relacionamento, não esse, mas aparentemente todos eles.
Não há nada, ou quase nada que eu possa fazer pra evitar que tudo seja aquele monte de repetições que insistem em construir ruínas pré modeladas na minha vida?







Talvez eu devesse tentar voltar pra caverna (aquela) de onde eu nunca deveria ter saído.

27/06/2014

ouroboros

É inevitável, você sabe, pensar que a vida é um grande ciclo. Que as coisas se repetem assim, e num piscar de olhos lá está você, fazendo tudo o que disse que não faria de novo. e de novo. e de novo.

é isso que eu faço, é isso que me lembra que eu sou só humana.
às vezes eu acho que esse é o tipo de coisa que só para de acontecer quando a gente morre, é como se tudo fosse parte do movimento. Desse movimento incessante que teima em nos colocar em um ritmo que ao mesmo tempo é permanente e fluido.
ahn, lennavan, é engraçado pensar nisso enquanto eu escrevo, que as mãos cheias de ódio que lancei nas águas do rio foram as mesmas que me trouxeram as sementes que eu plantei no coração das pessoas que me rodeiam. Não seria estranho dizer, nesse caso, que elas florescem, e florescem rápido. E dói cada vez que acontece. Dói tanto que eu perco o ar e engulo as palavras. E elas descem secas, como se fossem feitas de areia. Mas eu sorrio. O mesmo sorriso aquele, que é difícil de ser feito. Aquele que as pessoas gostam de achar que é sincero.

o estranho é pensar que eu não sabia o que estava por vir.

19/06/2014

repeat-repeat-repeat-repeat

eu aspiro o ar da noite e penso como aqui é confortável
eu penso que aqui é confortável demais pra mim
eu sufoco



aqui, abraçada assim pelo conforto e por tudo o que eu prometi pra mim que não teria de novo (ela, a rotina), eu me sinto incompleta, vazia e sozinha


de mãos dadas
rotina rotina rotina


RO-TI-NA

Rolando quarto adentro, abraçada no aquecedor








Mergulho no copo de vinho
misturado com lágrimas silenciosas





me atiro na cadeira, caio no chão, durmo embaixo da cama por que me sinto horrível (eu sinto inveja, você sabe - de todas aquelas coisas acontecendo com as pessoas que eu vejo por aí embora eu só pense que é tudo o que elas querem que eu veja, que elas são legais e descoladas e fazem coisas interessantes e conhecem gente tão interessante quanto elas enquanto eu estou aqui fingindo ser interessante pro... chão)













Repeat-repeat-repeat-repeat-repeat-repeat-repeat

02/06/2014

Quicksand

"acho que a gente deveria abrir a relação"
"eu gostaria de ficar com outras pessoas"
"já não acho que eu te amo como te amava antes"
"sinto que nosso amor é uma mentira, sinto que eu te engano todos os dias"
"sinto que mal respeito a mim mesma"
"acho que estou nesse relacionamento por puro desespero"
"às vezes eu penso em me matar"
"eu queria que tu entendesse quando eu digo que não sirvo pra isso"
"em pensar que meus amigos estão piores que eu, e eu sinto que reclamo de nada"
"a vida se tornou um ciclo eterno de acorde, levante, viva e pague suas contas até morrer"
"meus momentos de felicidade são caros demais pra valerem a pena"
"eu não sei o que to fazendo com o que restou de mim"
"eu acho que vou continuar adoecendo de novo e de novo e cada vez pior até estar finalmente sozinha"
"acho que não consigo mais nada, nada que me faça sentir viva de novo"
"não sei se tenho força pra juntar todas as peças mais uma vez"


MAS

Sai dos meus olhos e escorre sem fim queimando minha pele até que não sobre nada que não seja puro pesar.
Eu vejo assim, agarrado na moldura dos olhos, pendendo como grãos de açúcar.
E é doce, é tão doce quanto poderia ser pra mim, que tanto gosto do doce amargo da derrota.

é derrota, é isso que é.
é sempre derrota.

25/05/2014

Era eu naquele templo

Vazio.
Vazio.
Infinito.
Vazio.

Perdi a paixão pela vida, perdi a paixão por me apaixonar. E pelo jeito, perdi também a única coisa que eu mantinha acesa em mim, essa vontade de nunca deixar de sonhar, essa vontade de nunca deixar de ir atrás, nem que seja por um segundo, por um momento... por um único suspiro. Da paixão, da chama [que esquenta, que consome, que é algo maior... que é algo, apenas. Mas que é algo -AINDA-]
Deixei de sentir o amor, porque tudo se apagou. Em mim só existe essa conformidade que se alastra, que não é quente e não é fria, que segura com firmeza a minha garganta, mas não aperta. Que me sufoca, mas ainda assim me deixa respirar (um bocado e mais um bocado e mais um bocado).


Só o suficiente pra que eu sobreviva. Eu sobrevivo, mas não sou uma sobrevivente.
Eu nem luto.
eu nem...

13/05/2014

But... I'm a dreamer...

Desisti. Desistimos.
Batiam sete da noite e mais pelos menos treze horas de tudo o que é ruim atirado pelos cantos da minha mente imunda e abandonada.

que eu não possa mais com isso, que eu já não tenha energia, que meu desejo já não mais importe.
Cansei. Cansamos.
Casei. Casamos.


me disseram que eu tinha que lutar. eu "tenho que" muitas coisas.
as pessoas acabam por sempre superestimar a felicidade.


19/02/2014

ruína ruína ruína

tomei nas mãos o meu destino, nunca me senti tão no controle de tudo
também nunca me senti tão sozinha

antes eu tinha milhares de perguntas, mas agora que eu tenho as respostas, outras coisas me surgem


...ainda piores... como poderia não ser?


16/02/2014

I'm out

Fiz uma listas das coisas que eu deveria levar comigo. Entre as coisas essenciais, lembranças. Uma caixa lotada delas. Se elas não me deixam, por que eu deveria deixá-las?
Parte da jornada se encerrou quando comecei a encaixotar as coisas pra ir embora. E isso é um processo lento e doloroso. Muito doloroso. Escolher partir por uma porta é fechar todas as outras. Eu não pretendo voltar. Não agora, não hoje, não amanhã, nem depois. Mas pensar nisso dói tanto que eu mal consigo respirar.
Estou deixando pra trás tudo o que eu fui, tudo o que me lembra das coisas ruins que eu passei. Difícil pensar que as coisas boas também ficaram pra trás. [Ficaram?]

Eu quero uma vida nova, um ar novo. Pra esquecer do que eu sofri e pra negar meus erros. Eu corro quilômetros, vejo estradas passarem pela janela do carro, assino contratos. A hora da despedida sempre vai ser a hora mais escura.

08/02/2014

XXYYXX

Vem numa dessas vontades de me jogar em um vício qualquer, raspar o cabelo, fazer uma nova tatuagem, me atirar na frente de um carro, dar encima da primeira pessoa que me passar na frente, chorar no telefone falando com um completo desconhecido. Mandar uma mensagem anônima pra alguém simplesmente falando pra ela de todos os problemas que eu estou passando... Por que não? Olhar para o telefone de última geração e pensar que nem ele consegue me aproximar de uma relação que não esteja condenada à ruína.


Não confio nas pessoas, não confio em mim mesma. Estou fadada ao auto-extermínio.



Ao menos ainda me restam os cães.

11/11/2013

Tristiloquy

É muito difícil não pensar no que eu me tornei. Ainda mais agora, no amargo da manhã, com os bolsos cheios de pendências e a chuva que inunda tudo, sem limite.
É quando esses problemas pesam que meu coração bate mais forte do que deveria, assim, cansado. Não consigo pensar em nada que não seja demasiadamente exaustivo.
Deixar o ser, mergulhar no estar.
Abandonar o amor, esse outro grande filho da puta, porque é por causa dele que eu estou aqui agora.

é por amar a vida que eu ainda respiro.
o que eu não sei é o por quê eu ainda amo a vida.


17/07/2013

Sobre o meu corpo e sobre o que ele virou

Eu poderia dizer que me arrependo, eu poderia colocar a culpa na genética (aquela grandessíssima filha da puta), eu poderia dizer que "não, cara, eu vou mudar". Eu gostaria de ter força de vontade. Gostaria de ter uma imagem mais realista sobre mim mesma, porque você sabe, eu me surpreendo com cada foto que tiram de mim, eu não me vejo assim. Eu não me vejo assim. Eu sou tão errada? O que há de errado afinal de contas?

Mas o que eu realmente me pergunto é: quando foi que eu comecei a odiar cada refeição? Ou melhor: Quando foi que a comida começou a me odiar?

Quando foi que eu comecei a me odiar como pessoa?


23/04/2013

Fog

Respiro o ar puro. Meu pulmão se enche, se expande, aumenta.
O orvalho da manhã se condensa no meu hálito.

E depois de algumas horas o calor do sol rompe a umidade fria da neblina.




Ainda assim, um ensolarado dia cinza.
Um ensolarado dia, em cinzas.

24/01/2013

Luta de leões (em um céu cor de safira)

Talvez, e só talvez, seja equivocado pensarmos que todo dia é dia de matar um leão.
Matamos sim, mas matamos um irmão, um igual, um reflexo... um obstáculo, uma raiva contida, um ciúme, uma inveja, um trauma ou tristeza... Todos os dias, matamos nós mesmos. E essa é uma luta entre deuses, meu bem... E tudo ou mais me diz que acima da vitória está a sobrevivência.




Uma selva, fechada, e o ar mais limpo que eu já respirei.
Uma mandíbula se fechando vagarosamente sobre a minha garganta, apertando, segurando, perfurando.
E com o medo mais profundo que eu já tive, eu me rendo.



Eu sou o suficiente?