09/02/2016
07/02/2016
Falar de si mesmo não muda nada
Não há como sair desse labirinto, mas ainda não consigo evitar procurar uma saída. Ao menos eu aprendo coisas práticas, behaviorismo, ou como melhor colocar as mãos aos redor da boca ao sorrir. Eu sorrio, rio, até perder a noção da altura da minha voz, até perder parte da graça, até que eu me canse de respirar, até que meus músculos doam. E não faz diferença, embora signifique infinitas coisas, infinitas possibilidades, infinitas respostas.
Eu choro também, bastante sem que eu tenha controle ou que consiga conter, mas ainda prefiro não me deixar levar a lugar algum: nem à pena, nem ao inferno, nem à exaustão, nem à nenhuma saída. De nada adianta que eu enxergue as respostas se eu não consigo alcançá-las.
Eu choro também, bastante sem que eu tenha controle ou que consiga conter, mas ainda prefiro não me deixar levar a lugar algum: nem à pena, nem ao inferno, nem à exaustão, nem à nenhuma saída. De nada adianta que eu enxergue as respostas se eu não consigo alcançá-las.
02/02/2016
Constatações in media res
As coisas são o que são. A busca de significados, que nos faz tão humanos, parece tão somente preencher nossa existência em justificar palavras e só existem como mais um meio de sobrevivência.
As coisas são o que são. As palavras são o que são. As pessoas são o que são. Embora seja dolorosamente fácil preenchê-las (as palavras e as pessoas) de outras coisas, nada faz com que elas se tornem outras por puro desejo de quem as ouve ou vê.
As coisas são o que são. Um "eu te amo" ainda é um "eu te amo", para o bem ou para mal, não importando quantas interpretações meu coração leviano é capaz de atribuir a essas palavras.
Não há nada que as mude. Não há nada que elas mudem. Nem a minha humanidade, nem a minha resignação, nem a ciência, nem um alinhamento planetário ou sigilo.
Existem coisas pra mudar. Existem coisas pra aceitar.
E aceitar que algumas coisas não mudam está no topo da minha lista de prioridades.
Assinar:
Postagens (Atom)

